
Já viu algum político admitir um erro?
Pois é.
Você também não admite…
Nem os seus clientes.
Entender esse comportamento humano primitivo é uma das coisas mais importantes pra quem tem algo pra vender, comunicar, ou pra convencer.
Veja a imagem do post mais uma vez.
Não só você reconheceu imediatamente a marca, como você provavelmente sentiu o cheiro da cozinha, ouviu os barulhos das máquinas de refrigerante, viu o grande painel com o menu…
Você criou um mundo inteiro na sua cabeça com um teco de informação — o pedacinho do M.
Pare pra pensar no tamanho da história que seu cérebro criou com só isso?
Só que isso é uma “mentira” — é uma história inventada só por você, para você.
Esse processo é automático e acontece o tempo inteiro.
Cérebros humanos inventam histórias instantâneas pra explicar o mundo desde sempre.
Na idade da pedra, você não tinha tempo pra decidir se aquele animal é perigoso ou não.
A decisão tem que ser imediata.
Nós estamos a todo momento procurando o DIFERENTE — “Opa.. aquele arbusto mexeu!”
Depois, nosso cérebro cria uma hipótese do que aconteceu. — “Acho que é um urso!”
A partir do momento em que o cérebro cria uma possível explicação, ele tenta prever o que vai acontecer — “Vou olhar de longe…”
E no fim das contas, era um cachorro.
Uma vez que isso tudo aconteceu, uma nova ideia é criada e incorporada à nossa biblioteca cerebral.
A partir daí, todas as vezes que um arbusto mexer, essa pessoa vai provavelmente assumir primeiro que é um cachorro — mesmo que haja evidências claras de que não seja.
Tudo isso acontece em alguns segundos — inclusive com a maneira que você comunica sua mensagem de vendas.
Por isso, você precisa de histórias, metáforas e analogias — pra ser DIFERENTE, chamando a atenção, dando a largada nesse processo todo.
Porque quando sua história é bem contada, você cria um novo VIÉS.
Nas vendas, no copywriting…
Muito mais importante que “ser um bom escritor”…
É importante ser um entendedor de PESSOAS.
Leandro “McVendas” Langeani
* Sugestão de leitura: “Todo Marqueteiro É Mentiroso!” de Seth Godin
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