Como usar seu dedo indicador pra vender MUITO mais

A maior ferramenta pra CONVENCER o cliente a comprar é o seu dedo indicador.

“Caceta… bebeu, Leandro?”

Sim.

Mas a analogia de hoje não é minha, é cortesia do sr. Travis Sago.

O fato dessa analogia chegar em você, vindo de um semi-alcoólatra de pandemia não tira o mérito do dedo indicador.

Só que antes de eu falar do dedo, vou dar um passo atrás, e te perguntar uma coisa… e quero que você seja sincero na resposta.

O que você acha que vende mais? PROMESSA DE RESULTADO FUTURO ou DOR PRESENTE?

Essa não é tão difícil. Dor presente tem muito mais urgência que resultado futuro.

Se você tá em dúvida, pensa num cara com um puta de um espinho no pé.

O cara tá ferrado, com uma puta dor, e você tá falando “vem comigo nessa jornada de 10.000 passos que a gente vai chegar aonde você quer”

O cara vai te mandar tomar na raba. Ele não consegue pensar em mais nada além do espinho no pé.

A dor presente, a dor de hoje, é muito mais influente nas nossas decisões do que a promessa de um futuro melhor

Então, beleza. Você se convenceu que deve falar da DOR PRESENTE na sua próxima comunicação de vendas.

Só que aqui é que entra o dedo indicador.

Todo mundo sabe que deve falar das dores em vendas, né? Acho que é quase elementar.

Só que o “diabo tá nos detalhes”….

Ou no dedo indicador.

Quer ver?

Chega um cliente seu com um produto que ajuda pessoas a se saírem melhor nas entrevistas de emprego.

A solução tá bem clara… por isso, o problema tá bem claro, não é?

Aí o redator ou copywriter escreve… “Tá difícil arrumar emprego?”

BZZZZZZZZZZ. Errado.

O “problema” é só uma bússola… ele te mostra o “norte”, mas não te dá o caminho.

A maioria dos anúncios que eu tenho lido param no “problema” e isso é um puta de um erro.

“Problema” é difuso. É nebuloso. Não cria uma imagem mental.

Me diz – existe uma imagem clara pra alguma das frases a seguir?

“Suas vendas estão baixas?” ou “Você se enrola em entrevista de emprego?” ou “Você não consegue aprender inglês?”

Deixa eu responder por você. Não. Toda a mensagem focada em problema é DIFUSA. GENÉRICA.

Isso é um pouco de preguiça de ir a fundo na pesquisa.

O certo não é chamar o “problema”… e sim o SINTOMA.

Compara pra mim: qual é mais forte?

  • Frustrado tentando arrumar emprego?
  • Cansado de dinâmicas de grupo, entrevistas cheias de perguntas esquisitas… e ainda não receber nenhuma resposta?

Enquanto o “problema” é difuso, confuso e genérico… o SINTOMA é claro. Preciso. Direto.

Se você apontar o dedo pro SINTOMA na sua copy, você conecta com a pessoa certa.

Você faz um filme passar na cabeça da pessoa.

E um dos maiores segredos de um anúncio bem escrito é ser visual. Ser sensorial.

É poder APONTAR O DEDO INDICADOR pro problema.

Você consegue “apontar o dedo” pra uma dinâmica de grupo. Você não consegue apontar o dedo pra “frustrado”

Alguns exemplos “sem dedo” e “com dedo”:

  • “Cansado de procurar a casa ideal?” Vs “Não aguenta mais seu corretor tentando te empurrar casas que não fazem o menor sentido pra sua família?”
  • “Odeia ligar para clientes?” vs “Você sua frio cada vez que tem que fazer ligações de venda?”
  • “Teme pela segurança dos seus filhos?’ vs “Fica sem dormir a noite toda, imaginando se seus filhos realmente estão onde eles disseram que estavam?”

“Segurança”… não dá pra apontar o seu dedo. “Aonde eles disseram que iam”… aí, você aponta o dedo.

Quando você escrever, você tem que pensar como um diretor de cinema. O seu cliente está “frustrado”. Ok. Como você cria uma CENA que mostra a frustração dele?

Apontando o dedo pro sintoma da frustração, você cria a imagem. A visualização.

E se você fizer o cliente visualizar (ou ativar qualquer outro sentido) enquanto descreve o problema…Você vai chamar muito mais a atenção.

O que acaba gerando muito mais ação.

Apresente o SINTOMA de uma maneira que dê pra apontar o dedo… e venda MUITO mais.

Leandro “Indicador” Langeani 

Deixe um comentário