
Tem sido recorrente: o pessoal em grupos de marketing e copywriting, depois de conseguir um cliente novo e pergunta:
“Galera, alguém manja de fazer copy para pizzaria/loja de roupas/designer gráfico/______?”
As palavras… A copy é a parte menos importante no processo de conversão.
Tanto que, dependendo da situação, você nem precisa de palavras.
“Ah, mas então o que você tá fazendo num grupo de copy, seu babaca?”
Peraí… primeiro vou citar os 3 passos pra escrever a copy, e depois, eu vou te provar que, pra vender, às vezes você quase não precisa de palavras. Nem precisa de copy.
Pedir ajuda pra “copy de _____”… isso é a mesma coisa que eu entrar em um restaurante, sentar à mesa… e antes mesmo de pegar o cardápio, o garçom pergunta “vai querer catchup?”
“Nem sei o que vou pedir ainda, irmão…”
Se você pega um produto ou serviço e já sai escrevendo a copy… você tá colocando o tempero sem ter prato principal.
Antes de mais nada, você precisa definir…
1 – A Lista: Sua Audiência
O primeiro passo, antes de escrever uma palavra é saber de maneira CLARA quem são as pessoas que vão receber essa oferta. Qual característica você consegue apontar em comum?
Um medo? Uma dor presente? Um desejo de transformação?
Sem saber exatamente um ponto específico que você pode focar, você tá atirando no escuro… rezando pra, quem sabe na cagada, acertar alguém.
Só com um desejo de transformação bem claro, cristalino, definido, você consegue criar a sua…
2 – Oferta: A Pomada Contra a Dor da Audiência
O segundo passo é definir qual é o remédio… o veículo… o mecanismo que vai entregar a solução que a sua LISTA quer.
A oferta deve ser RELEVANTE pra lista. Senão, você compete por preço… ao invés de relevância.
Uma vez que você amarrou a oferta à lista, aí sim você pensa em…
3 – Copy: As “Palavras” Que Ligam “Oferta” à “Audiência”
Só depois que você tiver os dois primeiros pontos bem definidos, você parte pra fazer a copy.
Mas tem um detalhe: você precisa analisar algumas características da audiência, como nível de consciência e sofisticação do mercado.
E se você fizer um bom trabalho de encontrar a audiência certa + a oferta perfeita… e oferecer esse combo no momento correto… A copy vai fazer seu trabalho com muito mais facilidade.
Muitas vezes, você nem precisa de copy…
Vendendo Sem Copy: Exemplo Extremo
Vou dar um exemplo extremo que serve pra mostrar o quanto a copy é menos importante que a Lista e a Oferta.
O quanto a copy serve pra suportar e conectar esses dois pontos relevantes.
Digamos que eu comprei uma barraquinha de churrasco.Aonde eu acho uma lista perfeita?
Mmmm.. que tal abrir minha barraca de churrasquinho na frente do estádio de futebol, em dia de jogo?
Acha que minha oferta (churrasco) é relevante pra essa lista (torcedores de futebol)?
Quanta copy eu preciso pra vender?
No máximo, uma placa escrita “CHURRAS”, pra quem não conseguiu sentir o cheiro de longe.
Quer melhorar as vendas? “Faz uma copy melhor”, ouvi alguém dizer… Não, mano.
Melhora sua oferta.“CHURRAS + BREJA” – putz. Vai vender, ou não?
Aí você pode até colocar mais palavras… “CHURRAS + BREJA TRINCANDO” – mas aqui, o ganho é marginal.O grande pulo-do-gato é a oferta relevante, pra uma lista relevante.
Você quer que sua copy venda? Então, ela deve servir a esses 2 senhores.
Lista… e oferta.
Na sua torcida,
Leandro “Corleone” Langeani